| Nome popular | UVA |
| Nome científico | Vitis vinifera L. |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 |
| Família | Vitaceae (Ampelidaceae) |
| Sinonímia popular | Uva, parreira, videira. |
| Parte usada | Sementes (óleo), folhas e frutos maduros na forma de sucos. |
| Propriedades terapêuticas | Anticarcinogênica, antitumoral, antioxidante, hepatoprotetora, vasoprotetora. |
| Princípios ativos | Flavonóides (4-5 %), taninos, ácidos (tartárico, málico, succínico, cítrico, oxálico). |
| Indicações terapêuticas | Diminuir a quantidade de radicais livres de oxigênio. |
| Informações complementares Nomes em outros idiomas Fruto (que é uma baga) oblongo a globular, com 6 a 22 mm de comprimento, violeta-escuro, vermelho, verde ou amarelo. As sementes têm formato de pêra. A vinha chega a 30 cm de altura e trepa com suas gavíneas. Folhas alternantes, palminérvias geralmente com três a cinco lobos. Superfície superior glabra (sem pelos) e inferior lanada. Flores pequenas reunidas em panículas. (Gruenwald, 2000) Origem Típica do sul da Europa a oeste da Ásia e cultivada em todas as regiões temperadas do mundo. Indicações terapêuticas Atividade antioxidante: a proantocianidina presente nos extratos de semente de uva diminuem a quantidade de radicais livres de oxigênio. Em um estudo, o efeito antioxidante da proantocianidina foi mais potente, comparativamente, que o efeito da vitamina C e da vitamina E succinato (Bagchi, 1997 citado em Gruenwald, 2000). O componente também inibe a peroxidação dos lipossomas de fosfatidilcolina (Plumb, 1998 citado em Gruenwald, 2000). A atividade antioxidante tem sido demonstrada em vários trabalhos através da inibição da peroxidação lipídica pelo extrato de sementes de uva. Topicamente, as procianidinas previnem a degradação de componentes estruturais de matrizes extravasculares , como colágeno, elastina e ácido hialurônico. No endotélio, a limpeza de radicais livres e os efeitos antiperoxidativos das procianidinas têm contribuído na manutenção da integridade estrutural por inibir as proteases como colagenase, elastase, hialuronidase e beta-glucuronidase (Foster, 1992). Receitas populares O óleo é muito usado na cosmética em máscaras faciais, cremes para as mãos, óleo para o corpo e as mãos e em xampus (Negraes, 2003). In natura, em geléias, sucos, tortas, bolos. Extratos de sementes de uva têm sido usados em terapia preventiva em tratamentos com 150-600 mg diários, com doses de 50 mg (Arne, 1982; Baruch, 1984; Corbe, 1988; Delacroix, 1981; Henriet, 1993; Nuttall, 1998; Soyeux, 1987 citado em Gruenwald, 2000). Contra-indicações Não há relatos de efeitos adversos, dentro das quantidades recomendadas.
Débora Gikovate, Bióloga, Especialista em Plantas Medicinais (São Paulo, SP), fevereiro de 2005. |
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PLANTAS MEDICINAIS: UVA
segunda-feira, 16 de maio de 2011
PLANTAS MEDICINAIS: URUCUM
| Nome popular | URUCUM | |
| Nome científico | Bixa orellana L. | |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 | |
| Família | Bixaceae | |
| Sinonímia popular | Urucu, urucu-ola-mata,achiote,bixa | |
| Parte usada | Semente, raiz, folhas | |
| Propriedades terapêuticas | Expectorante, hipotensor, vermífugo, afrodisíaco, digestivo. | |
| Princípios ativos | Flavonóides, flavonas, ácidos fenólicos, açúcares livres, ácidos graxos saturados, carotenóides, bixinos, norbixina, vitamina C. | |
| Indicações terapêuticas | Emagrecimento, bronquite, faringite, doenças pulmonares, asma, febre, moléstias cardiovasculares, ferimentos, queimaduras, inflamação. | |
| Informações complementares Fotos: Pharmazie | Gadar Origem Amazônia Brasileira. Descrição Arbusto de 2-5m de altura , 10cm de diâmetro, peciolos largos, folhas alternas, inteiras, simples, ovadas. Inflorescências panículas terminais, flores vistosas, andróginas; rosadas com manchas púrpuras. Fruto cápsula ovóide loculicida com numerosas sementes ovóides recobertas por um arilo espinhoso, descoloração variando de amarelo pardo a vermelho púrpuro. Propagação Por semente, desenvolve-se satisfatoriamente sob as mais diversas condições climáticas, preferindo solos profundos, permeáveis e bem drenados. Uso fármaco-terapêutico
Utiliza-se as sementes para emagrecer: 3 sementes (2xdia) na 1ª quinzena, 4 sementes na 2ª quinzena (2xdia), 5 sementes na 3ª quinzena (2xdia) e assim vai até completar 3 meses. Queima calorias, acelera o metabolismo e diminui o colesterol. (PASTORAL DA SAÚDE DE CUIABÁ-MT) Outros usos As sementes são industrializadas produzindo um pó vermelho denominado colorau, usado para tempero culinário. Utilizado pelos indígenas como repelente e protetor da pele contra os raios solares. O arilo contêm o pigmento bixina usado como matéria prima de corantes. Os restos das cápsulas, após a retirada das sementes, podem ser empregados como adubação orgânica e cobertura morta e em mistura com rações para alimentação animal. A tintura do fruto é poderoso antídoto do ácido cianídrico que é o veneno contido na raiz da mandioca.
Isanete Geraldini Costa Bieski, Farmacêutica, Especialista em Plantas Medicinais pela Universidade Federal de Lavras (UFLA, MG), agosto de 2005. Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: URTIGA
| Nome popular | URTIGA |
| Nome científico | Urtica dioica L. |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 |
| Família | Urticáceas |
| Sinonímia popular | Urtigão, urtiga maior, queimadeira |
| Sinonímia científica | U. Comunis |
| Parte usada | Toda a planta |
| Propriedades terapêuticas | Hemostática, diurética, depurativa |
| Princípios ativos | Vitaminas, ferro, proteínas, acido salicílico e outros elementos. |
| Indicações terapêuticas | Artrite, gota, furunculose, úlceras, sarampo, hemorróidas, resfriados, inflamações da garganta, auxilia no funcionamento do fígado, vesícula biliar e intestinos; quedas de cabelo e caspas. |
| Informações complementares Dos três tipos de urtiga, urtiga branca, urtiga maior e urtiga vermelha, nos referimos aqui a urtiga maior. Origem Vegeta em todo território nacional mas é oriunda da Europa. Descrição Planta perene, de meio a um metro de altura, tem raízes rasteiras e hastes fortes, simples, erguidas e de coloração verde-esvaecida. Suas folhas são grandes oval-lanceoladas, serrilhadas, dotadas de duas estípulas e revestidas de pelos urticantes. Suas flores são em pequenos grupos de flores femininas e masculinas, esverdeadas ou amarelas segundo alguns autores. As folhas e os brotos tenros de urtiga maior devem ser colhidos com muito cuidado para não provocarem queimaduras na pele, devem ser secos a sombra, podem ser conservados inteiros ou picados em vidros hermeticamente fechados. Usa-se folhas e brotos depois de secas em refogados e cozidos conferindo sabor picante e salgado. As sementes são coletadas no outono e podem ser usadas em preparações medicinais ou para engordar o gado. Cultivo A urtiga maior vegeta espontaneamente em terrenos baldios, em solos com estrume e a beira de rios em zonas temperadas da América, Ásia, África, Europa e Austrália. Propaga-se por divisão. Considerada erva-daninha por invadir com rapidez terrenos cultivados, sua presença atesta qualidade do solo, estimulando o crescimento de outras plantas. A urtiga maior é indicada em dietas que exigem redução de sal. Auxilia na prevenção de resfriados e inflamações da garganta, contribuindo ainda para o bom funcionamento do fígado, vesícula biliar e intestinos. Atua como hemostática, diurética e depurativa, razão pela qual é utilizada no tratamento da artrite, gota, furunculose, úlceras, sarampo, hemorróidas, asma, diarréias, coqueluche etc.. Externamente se utiliza nos casos de quedas de cabelo e caspas. Artrite: faz-se a infusão por cinco minutos com 3 colherinhas de folhas secas em uma xícara de água fervente. Filtrar e adoçar com mel, tomar três xícaras por dia. Depurativo: decocção em um litro e meio de água, ferver 50g de folhas e hastes de urtiga-maior até que o líquido se reduza a dois terços da quantidade inicial. Filtrar e guardar em garrafa, tomar três cálices por dia. Ruth et all. PLANTAS QUE CURAM. Editora Três, Rio de Janeiro (RJ). Martha Batista de Lima - Professora, terapêuta naturalista (Anápolis, GO), outubro 2007 |
PLANTAS MEDICINAIS: TOMILHO
| Nome popular | TOMILHO | |
| Nome científico | Thymus vulgaris L. | |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 | 3 (Foto 3 - Site Sabor de Fazenda) | |
| Família | Lamiáceas (Labiadas) | |
| Sinonímia popular | Tomilho, serpão, serpil, serpilho, serpol, timo | |
| Parte usada | Capítulos florais (sumidades floridas) e folhas, utilizados frescos ou secos ao sol. | |
| Propriedades terapêuticas | Carminativa, antiespasmódica, antitussígena, expectorante, bactericida, anti-helmíntica e adstringente | |
| Princípios ativos | Óleos voláteis - líquido incolor que gradualmente fica vermelho, tem cheiro medicinal e sabor ácido (principalmente timol e carvacrol), flavonóides, ácido cafeico, ácido oleanólico, ácido ursólico, resinas, saponinas e taninos. | |
| Indicações terapêuticas | Desobstrução das vias aéreas, tosses, asma, laringite, amigdalite (como gargarejo); fortalecer as raízes dos cabelos, diminuindo a queda; banho estimulante; dispepsia (má digestão); auxilia a eliminação de gases intestinais. | |
| Informações complementares Origem Costas européias do Mediterrâneo. Nomes em outros idiomas
Arbusto perene, que atinge até 30 cm de altura, sempre verde, de caule tortuoso, lenhoso rasteiro, do qual partem os numerosos ramos eretos compactos, formando touceiras. As folhas são opostas, pequenas, sésseis (sem pecíolo) ou com pecíolo curtos, lineares, lanceolados, oblongos ou ovais, com bordos enrolados para baixo, verdes na face superior e verde-acinzentadas na inferior. As flores são pequenas, rosadas ou brancas. A planta toda possui um odor aromático e sabor picante, amargo (Panizza, 1999). Propaga-se por divisão de touceiras, por estacas e por sementes. Quando propagada por sementes, resulta em plantas mais ricas e aromáticas. Desenvolve-se bem em regiões de altitude média. Não floresce no Brasil e nem em regiões tropicais. Confusões Muitas vezes confundida com o orégano, devido à semelhança das folhas. Contra tosse Em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de flores e folhas, adicione água fervente, abafe por 10 minutos e coe. Adoce com mel ou açúcar mascavo. Tome 1 xícara de chá morno 3 vezes ao dia. Contra queda dos cabelos Em 1 copo de água fervente, coloque 2 colheres de sopa de folhas e flores. Deixe esfriar. Após a lavagem dos cabelos, massageie o couro cabeludo com o chá e deixe agir por 15 minutos. Repita 1 vez por semana. Em casos de bronquite Em 100 ml de água fervente, colocar 3 gramas de tomilho, repousar por 18 minutos, adoçar com mel. Tomar 3 xícaras ao dia (Gonsalves, 2002) Ramos frescos para aromatizar carnes, peixes, verduras, legumes, queijos e pizzas. Utilizado como aromatizante de carnes e embutidos, pois ajuda a preservar a carne do desenvolvimento de fungos (Negraes, 2003). Um dos ingredientes do bouquet garni e também das ervas da Província (herbes de Provence). Usado para rechear pepinos, tomates, pimentões e berinjelas. Pode ser adicionado a vinagres ou azeites. Um pouco de história O nome Thymus vem do grego e significa força ou coragem. Considerado remédio dos fracos e desanimados, estímulo dos guerreiros e antidepressivo dos romanos (utilizado em banhos aromáticos). Foi plantado nos Jardins de Carlos Magno. Para os gregos, o tomilho teria brotado das lágrimas de Helena de Tróia. Suas folhas eram queimadas como incenso, por ser a planta sinônimo de força, felicidade, coragem e altivez. Os egípcios e os etruscos costumavam embalsamar seus mortos com esta e outras ervas. No século XVII, fazia-se uma sopa com tomilho e cerveja para "curar a timidez". O óleo é tóxico, não devendo ser ingerido. Só deve ser usado externamente - uso tópico - diluído em óleo-base (carreador). Não há relatos de problemas causados durante a gestação ou lactação, desde que usado em doses moderadas. Tem reputação de afetar o ciclo menstrual, não devendo, portanto, ser ingerido em doses altas (Newall, 2002). Considerado seguro para utilização culinária.
Débora Gikovate - Bióloga, Especialista em Plantas Medicinais (São Paulo, SP), janeiro de 2005. Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: TOMATE
| Plantas Medicinais Nome popular | TOMATE |
| Nome científico | Lycopersicum esculentum (L.) H. Karst. |
| Família | Solanáceas |
| Sinonímia popular | Tomate, tomateiro |
| Sinonímia científica | Solanum lycopersicon L. |
| Parte usada | Folha e fruto |
| Propriedades terapêuticas | Diurético, laxativo, elimina o ácido úrico, antioxidante, antiinflamatório, antifúngica, inibidora da absorção do colesterol. |
| Princípios ativos | Água, açúcares, ácidos orgânicos, pectinas, potássio, fósforo, vitaminas, pigmentos sais minerais; saponinas; tomatina, tomatidina, solanina, ácido clorogênico, furocumarina. |
| Indicações terapêuticas | Cicatrizante em queimaduras, gargarejos, aftas e sapinhos, tratamento de Candida albicans, auxiliar no tratamento de hiperplasia benigna de próstata, auxiliar no tratamento para redução de colesterol. |
| Informações complementares Nomes em outros idiomas
América do Sul - região andina. Foi levado para a Europa e América do Norte. Características gerais Planta anual, ereta, com ramos herbáceos, muito ramificada. Flores amarelas, dispostas em cachos. Fruto comestível em diversos formatos, geralmente globoso, de casca fina e vermelha, com muitas pequenas sementes. Outras espécies
Frutos maduros: água, açúcares (sacarose, frutose, glicose); ácidos orgânicos (málico, cítrico, tartárico, oxálico e succínico); pectinas; potássio; fósforo; vitaminas (A, B1 - tiamina, B2 - riboflavina, B5 - niacina, C - ácido ascórbico); pigmentos (licopeno - que dá a cor vermelha ao fruto - e xantofilas). Folhas: rutina; sais minerais; saponinas; tomatina, tomatidina, solanina. Contém ainda ácido clorogênico e furocumarina. Queimaduras O decoto das folhas aliviam queimaduras e aceleram o processo de cicatrização. Artrite O suco de tomate, com um pouco de salsa, auxilia no tratamento de artrite (Balbach). Hiperplasia de próstata Usar diariamente na alimentação, ou em forma de suco: uma xícara por dia, durante vários meses (Matos, 2002). Já existem medicamentos fitoterápicos à base de licopeno, podendo ser utilizados, com segurança, no lugar do fruto ou do suco. Candidíase bucal (sapinhos) Usa-se o bochecho do sumo recém-preparado por trituração do fruto e passado na peneira (Matos, 2002). Artritismo, reumatismo Tomar diariamente 100 a 200ml de suco de tomate fresco todos os dias. Para reduzir ácido úrico Tomar diariamente 200 a 250ml de suco de tomates frescos e maduros. Usos alimentares Em molhos, saladas, sucos. Internamente, o fruto do tomate verde não deve ser usado, devido à presença de um glicoalcalóide esteroidal, a solanina. Pessoas sensíveis ao ácido oxálico também não devem ingerir tomate (Panizza, 1997). Enquanto se estiver ingerindo quantidades grandes de tomate (fruto), deve-se evitar a exposição, demorada, ao sol, devido à ação fotossensibilizante das furocumarinas presentes no tomate (Lorenzi, 2002). As folhas não devem ser usadas internamente, apresentando fortes efeitos como: diarréia, cólicas, vômitos. As folhas também são utilizadas popularmente como abortivas. Outras variedades
Débora Gikovate, Bióloga, Especialista em Plantas Medicinais (São Paulo, SP), janeiro de 2005. |
PLANTAS MEDICINAIS: TANCHAGEM
| Nome popular | TANCHAGEM |
| Nome científico | Plantago spp. |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 |
| Parte usada | Toda a planta |
| Propriedades terapêuticas | Expectorante, antidiarréica, cicatrizante, adstringente, emoliente, depurativa, laxativa. |
| Indicações terapêuticas | Inflamações bucofaringeanas, dérmicas, gastrintestinais e das vias urinárias. |
| Informações complementares Dos três tipos de tanchagem: maior, média e menor, a descrição refere-se a tanchagem maior. Origem Proveniente da África, Ásia e Europa. Descrição A tanchagem tão bem se aclimatou no Brasil que se desenvolveu subespontaneamente nos terrenos próximos a habitações. Planta perene, pubescente ou quase sem pelos, que atinge ate 50 centímetros de altura. Suas folhas grandes, espessas, ovais, glabas em ambas as faces, com cinco a nove nervuras e pecíolos longos, dispõem-se em roseta junto ao solo. As flores, branco-amareladas ou avermelhadas, reúnem-se em espigas cilíndricas e alongadas nas extremidades de hastes medindo ate 40 centímetros de comprimento. Produz cápsulas contendo de oito a 16 sementes pequenas e angulosas, muito apreciadas pelos pássaros. As folhas da tanchagem são comestíveis e ligeiramente aromáticas. As sementes encerram 10% de um óleo denso, amarelo e de sabor agradável, lembrando o da nogueira, também utilizado na alimentação. Para uso terapêutico a planta deve ser coletada depois de bem desenvolvida, em meados do verão, seca a sombra e em local arejado. Cultivo Como cresce espontaneamente em toda parte, a tanchagem não costuma ser cultivada, propaga-se através de sementes e facilmente se auto-ressemeia. Indicações Expectorante, antidiarréico (folha), cicatrizante, adstringente, emoliente e depurativo. Usada no tratamento das inflamações bucofaringeanas, dérmicas, gastrintestinais e das vias urinárias. As sementes são laxativas. Propriedades medicinais A tanchagem detém qualidades adstringentes, depurativas, cicatrizantes, expectorantes e hemostáticas, administrando-se, por via oral, nos casos de ardor do estômago, afecções respiratórias, diarréia, desinteira e inflamações crônicas dos rins. Gagarejos: recomenda-se para afecções da boca e da garganta, gengivites e parotidite. Infusão: 1 xíc. de cafezinho de folhas frescas picadas em 1/2 litro de água, tomar 1 xíc. de chá a cada 6 horas para infecções bucofaringeanas e 1 xíc. a cada 8 horas para problemas gastrintestinais. Gargarejo: acrescentar à infusão 1 colher de sopa de sal comum, gargarejar 3 vezes ao dia. Infusão: utilizar 1 colher (sopa) de sementes em 1 copo de água fervente. Deixar uma noite em maceração. No dia seguinte, em jejum, tomar o copo (laxante suave). Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas para favorecer a cicatrização. Martha Batista - Educadora, Terapêuta Naturalista (Anápolis, GO) - Julho de 2007 Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: SETE-SANGRIAS
| Foto: Site Canto Verde Nome popular | SETE-SANGRIAS |
| Nome científico | Cuphea balsamona Cham. & Schltdl. |
| Família | Litráceas |
| Sinonímia popular | Erva-de-sangue, guanxuma vermelha. |
| Sinonímia científica | Cuphea carthaginensis (Jacq.) J.F. Macbr |
| Parte usada | Toda a planta |
| Propriedades terapêuticas | Hipotensora; depurativa; diurética; diaforética; auxilia a eliminação de ácido úrico; anti-sifilítica |
| Princípios ativos | Mucilagens, resina, óleo volátil (óleo essencial), pigmentos flavonóides. |
| Indicações terapêuticas | Hipertensão arterial, arritmias cardíacas, tosse de cardíacos, arterosclerose, combate o enrijecimento das paredes das artérias, afecções da pele como psoríase e eczemas, redução do colesterol |
Informações complementares Outras espécies todas descritas como ornamentais
Planta herbácea, de 20 a 60 cm de altura, tendo o caule revestido por pelos glandulares vermelhos. As folhas verdes, simples, são opostas, com pecíolo curto e piloso na fase inferior. Flores pequenas de cor rosa arroxeada. Fruto em cápsula. Reproduz-se por sementes, preferindo solos úmidos e arenosos. Floresce o ano todo, tendo seu auge nos meses de junho e julho. É considerada erva daninha pela facilidade com que se espalha. Pode ser colhida em qualquer época do ano. Mais comum nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Goiás. Confusões Symplocos platyphylla Benth. - sete-sangrias de árvore Contra pressão alta Ferva 200 ml (1 xícara) de água e jogue sobre uma colher (sobremesa) de planta seca (folhas e flores); cubra e deixe por cerca de 10 minutos; coe e beba. Três xícaras ao dia. Não adoçar. Observação: se usar o caule, deixe ferver por 5 minutos junto com a água. Contra psoríase e problemas de pele Ferva uma colher (sopa) de planta seca picada em 100 ml (meia xícara) de leite, durante 5 minutos; cubra, deixe amornar e coe. Faça compressas com gaze ou com algodão, 2 a 3 vezes ao dia. Paralelamente, tome o chá, como depurativo. Tosse de cardíacos Ferva 250 ml de água e jogue sobre uma colher (sopa) de planta seca; cubra e deixe amornar por 10 minutos; coe e adicione 1 xícara de açúcar; leve ao fogo brando, mexendo até dissolver o açúcar. Tome 1 colher (sopa) 3 vezes ao dia. Uso alimentar Desconhecido Curiosidades Segundo a teoria das assinaturas, em que as plantas apresentam semelhanças com as partes do corpo sobre as quais atuam, o caule da sete-sangrias é avermelhado, lembrando os vasos sangüíneos. Esta planta é conhecida como sendo sete vezes melhor do que uma sangria, daí a origem do nome. Não deve ser tomada por crianças.
Débora Gikovate, Bióloga, Especialista em Plantas Medicinais (São Paulo, SP) - Janeiro de 2005. Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
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